Todo profissional treinado e capacitado para garantir a integridade de pessoas ou bens é incluído na categoria de agente de segurança. Esse agente pode prestar, por exemplo, um serviço privado ou público. Em ambos os casos, a inteligência emocional deve ser parte das habilidades necessárias para o exercício de sua função.

Agentes de segurança pública, como, então, policiais e bombeiros, são responsáveis pela manutenção da ordem e pela proteção dos cidadãos. Por terem uma demanda muito intensa e variada, esses profissionais, a saber, precisam e merecem receber orientações para lidar com a montanha russa emocional cotidiana que vivem.

É muito comum que esses agentes desenvolvam transtornos, como depressão e, até, bipolaridade. Eles vivem sob altos níveis de estresse, cobrança, bem como responsabilidade excessiva diante da vida humana. Assim como todos nós, os agentes de segurança também devem cuidar da própria saúde mental. Afinal, profissionais saudáveis são essenciais para uma gestão pública de qualidade.

Apesar da demanda menor e mais específica, os agentes de segurança privada merecem os mesmos cuidados. Vigilantes e seguranças, por exemplo, precisam estar em constante estado de vigília. O que pode ser emocionalmente cansativo e, assim, sem a devida orientação, também pode interferir de modo negativo no trabalho. Às vezes, negativo até demais.

Em contraste com uma vida sem responsabilidade psíquica, o desenvolvimento da inteligência emocional torna a mente humana menos frágil às influências externas. Assim, essa inteligência visa garantir a manutenção da saúde mental e prevenir acidentes e situações de risco para todos os envolvidos. Mas do que se trata, afinal, essa inteligência emocional?

Neste artigo você vai entender como a inteligência emocional influência o trabalho desses profissionais tão importantes. Acompanhe!

A importância da inteligência emocional

A maioria das pessoas associa a palavra “inteligência” à facilidade de resolver cálculos complexos ou ao gosto pela leitura e pelo conhecimento. Não é uma ideia errada, esses aspectos também caracterizam uma pessoa inteligente, porém é uma ideia limitante já que existem vários tipos de inteligência.

O nosso cérebro é bastante plástico e adaptativo. Sendo assim, capaz de desenvolver suas próprias habilidades de acordo com a vivência do sujeito e com a forma que ele interioriza suas experiências. As emoções são parte fundamental desse processo. É a partir das emoções que as suas habilidades são forjadas, influenciando todas as áreas da sua vida.

O ser humano sempre sobreviveu baseando-se nas próprias emoções que servem como alertas. Isso se refere tanto a situações de perigo físico quanto a situações de danos psicológicos. Por isso, tendemos a nos afastar de pessoas que nos fazem mal. O nosso estado emocional impacta setores cruciais na vida cotidiana.

Momentos de tomada de decisão

Tomar a melhor decisão envolve muitos aspectos que podem e são diretamente afetados pela condição emocional da pessoa. Com certeza, vocês já ouviram a famosa frase: “evite tomar decisões quando estiver com raiva”. Pois é, raiva, tristeza, excesso de estresse ou até mesmo um estado eufórico, de muita empolgação, podem diminuir a capacidade de análise da realidade.

Dessa forma, as chances da decisão não ser a ideal aumentam muito. E, no dia a dia dos agentes de segurança, essa decisão pode ser vital para ele e para outras pessoas.

Comunicação

Toda forma de comunicação é definida, basicamente, pela emoção. Desde o tom da fala, incluindo as palavras escolhidas, até as expressões faciais, afinal, um olhar pode ser decisivo em diversas situações. Não é difícil ouvirmos falar de casos que foram interrompidos antes de se tornarem tragédias. Por conta de um pedido de socorro sem o uso de palavras.

Agentes de segurança, por exemplo, seja da esfera privada ou pública, muitas vezes passam por momentos em que não podem falar. Ou em que precisam usar o tom de voz com sabedoria. Por isso, as emoções precisam estar sob manejo.

Ajustar limites

Respeitar os próprios limites é uma das escolhas mais sábias da vida humana e isso exige um profundo autoconhecimento. Igualmente, para sabermos impor limites precisamos estar em contato direto com as nossas emoções. Um profissional da área de segurança, por exemplo, só consegue estabelecer a ordem se estiver organizado internamente.

Portanto, conhecendo e organizando suas emoções, esse profissional será capaz, inclusive, de saber até que ponto sua mente será capaz de aguentar determinado dia. Buscando, dessa maneira, soluções para não colocar a si mesmo, os colegas e o propósito da tarefa, em risco.

As emoções são a base de tudo, estão por trás de cada momento que dá certo ou errado. Assim, a inteligência emocional é a forma de orientarmos a nossa vida pessoal e profissional da melhor forma. É, desse modo, essa inteligência que define se o sujeito tem condições de persistir até o final. Se ele conseguirá manejar seus impulsos. Ou se será capaz de liderar um grupo de pessoas.

As 5 áreas que caracterizam a inteligência emocional

De acordo com Daniel Goleman, jornalista científico norte-americano, doutor em Psicologia pela Universidade de Harvard, existem cinco áreas que caracterizam a inteligência emocional. Ele, que é autor de diversos livros sobre o tema, define essas áreas em:

  • Autoconhecimento Emocional: reconhecer o sentimento na hora em que ele surgir.
  • Controle Emocional: lidar com esse sentimento de forma adequada à situação.
  • Automotivação: dirigir as emoções para um objetivo, mantendo-se estimulado e focado.
  • Reconhecer emoções alheias: perceber o que está acontecendo com a outra pessoa, garantindo, assim, um canal de comunicação produtivo.
  • Habilidades interpessoais: saber interagir com prudência, se colocando, por exemplo, de modo presente e consciente na lida com outras pessoas.

Todos esses fatores facilitam a convivência com os colegas de trabalho, bem como o exercício de sua função. Sabendo desenvolver tais habilidades a saúde mental do agente de segurança estará a salvo das mudanças bruscas de emoções, típicas da sua rotina.

O mais interessante é que a inteligência emocional pode ser trabalhada em qualquer momento da vida. O ideal é que psicólogos façam o acompanhamento desses profissionais, desenvolvendo os aspectos citados de modo regular. Mas, se não houver essa possibilidade, existem hábitos que podem te auxiliar nesse processo.

Quoeficiente Emocional

O QE ou o Quoeficiente Emocional é a capacidade de aplicar a inteligência emocional na vida prática. Esse quoeficiente pode ser estimulado todos os dias e em diferentes situações. Observe suas reações, lide com as emoções negativas que vierem à tona. Pelo contrário do que nos foi ensinado, fingir que elas não existem nunca é saudável. Nesse sentido, analise os sentimentos que surgirem antes de ser tomado por eles.

De fato, estar atento a detalhes como esses pode mudar a vida de um agente de segurança, melhorando a forma de lidar com o trabalho. Além disso, esse detalhes podem ainda melhorar as relações pessoais do agente depois de uma longa semana, assim como salvar vidas.

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