O estudo das faculdades mentais é recente na história. Mas, quando se olha para questões ligadas ao aprendizado, pode-se encontrar diversas pesquisas e abordagens, como é o caso da neuroeducação, para auxiliar a prática quanto ao assunto.

A neuroeducação é um conceito novo que emprega diversas áreas humanas para explicar padrões de comportamento e diferenças intelectuais de cada pessoa. Com isso, alguns métodos baseados nessa abordagem são desenvolvidos para qualificar ainda mais o processo de aprendizado de alunos e de colaboradores.

Quer saber como? Então, leia o texto até o final e fique por dentro do assunto.

Neuroeducação: conceito

Antes de tudo, a neuroeducação é uma metodologia disciplinar, definida em três áreas do conhecimento humano. São elas:

  1. Pedagogia: retrata os processos relacionados à educação e à aprendizagem;
  2. Neurociência: visa o estudo e funcionamento do sistema nervoso central;
  3. Psicologia: estuda e pesquisa o comportamento e a cognição.

Em geral, a psicologia sempre ofereceu uma proposta de coletividade em relação aos processos de ensino. Assim, alguns achavam que alunos aprendiam os conteúdos com base no envolvimento com a comunidade e, em consequência, transformavam suas interpretações durante as interações. Contudo, os estudos baseados em processos cognitivos começaram a ganhar força no século passado.

De acordo com a história, um dos grandes pioneiros dessa área é o linguista Noam Chomsky. Ele foi o responsável por elaborar uma teoria consistente sobre a forma que os indivíduos adquirem linguagem. Segundo Noam, esse processo tem ligação com a interação do indivíduo e seu meio social.

Por meio dessa teoria, diversas pesquisas entraram em campo para entender as funções cognitivas. São elas: raciocínio, memória, atenção, linguagem, e outras competências.

No decorrer dos anos, houve o advento da neurociência e o efetivo escaneamento do cérebro. A partir de então, pode-se perceber as áreas distintas desse órgão, bem como suas hipotéticas atividades.

Neuroeducação: seu processo na aprendizagem

Para entender melhor o conceito e a abordagem da neuroeducação, é só pensar no seguinte fato: estamos inseridos em um mundo tecnológico, onde as informações são acessíveis e bombardeadas de modo constante. Com isso, o processo de atenção está ligeiramente treinada para ser um pouco mais seletiva.

Uma notícia na TV, no rádio ou até mesmo um vídeo no YouTube pode despertar o interesse da atenção humana. Ou, simplesmente, uma troca de canal, de estação ou fechar um site podem ter o mesmo efeito.

Isso ocorre porque dificilmente se sustenta um conteúdo até o fim, caso ele não consiga chamar a atenção da pessoa que está ali em interação. Esse processo é definido como um reflexo referente às alterações neurológicas que surgem com o excesso de estímulos.

Cada pessoa aprende de um jeito diferente

Em geral, a questão dos estímulos externos também ocorre de um jeito diferente para cada pessoa, uma vez que cada pessoa reage de um jeito e possui um ritmo próprio. Com isso, as diferentes mentes em uma sala de aula, por exemplo, podem se fazer perceber.

Em suma, é bastante complexo agregar a ideia de aplicar um ensino engessado a estes tempos. E ainda esperar que todos os alunos tirem notas máximas em todas as provas do semestre.

Em geral, não se trata de que uma pessoa possua capacidade intelectual inferior a outra. Mas, trata-se do fato de que cada ser humano possui um histórico de vida, um ambiente e funções neurais que atuam de distintas formas. Isso, sem deixar de mencionar os processos de comportamento e aptidões cognitivas que são individuais.

Vantagens de implementar essa abordagem no dia a dia

Antes de tudo, utilizar os métodos da neuroeducação com os processos de psicologia geram resultados ainda mais eficientes. Confira algumas vantagens:

  • Melhor mapa para identificar as necessidades individuais de cada pessoa;
  • Criação de formas de ensino mais estimulantes e que concluam seu propósito de gerar um aprendizado eficiente;
  • Maior assimilação de informações fornecidas;
  • Empatia pelo processo cognitivo de cada indivíduo, em sua particularidade.

Além disso, o uso de conhecimentos referentes aos processos cerebrais e o seu funcionamento é muito importante. O cérebro, por exemplo, se modifica enquanto sofre um processo de aprendizado.

De forma mais técnica, é fato de que o sistema nervoso faz a criação de conexões de acordo com as experiências individualmente obtidas. Portanto, buscar entender e conseguir interpretar as características pessoais de um aluno é importante para estimulá-lo a ter mais interesse e autonomia na atividade proposta.

Como implementar a neuroeducação

Para que se possa aproveitar de forma eficiente as descobertas dessa abordagem, é preciso ressaltar alguns conceitos chave da neuroeducação. Confira abaixo:

  • Cada cérebro possui reações diferentes quando em contato com estímulos, e isso o modifica;
  • A forma de aprendizagem tem influência direta com o ambiente no qual estamos inseridos, bem como as predisposições genéticas e de atividades mentais pessoais;
  • Para o processo de aprendizagem, é de grande importância aprimorar a cognição. Questionar o que se aprende (metacognição) é exemplo disso.

Entender esses pilares pode promover práticas eficientes a serem adotadas nos mais diversos processos de ensino. Veja a seguir:

  1. Faça uma breve análise do aluno, de forma individual, por meio de testes de cognição e mapeamentos cerebrais;
  2. Promova exercícios que estimulem as funções cognitivas, tais como jogos de memória, música, atividades de raciocínio lógico, entre outros;
  3. Separe um tempo para estimular uma cultura metodológica e ao diálogo, que esteja de acordo com os resultados dos estudantes de forma individual;
  4. Nessa etapa, busque identificar possíveis comportamentos inadequados, certos déficits para o aprendizado, conforme a neurociência e a Psicologia.

É interessante mencionar que essa abordagem não vale somente para situações presenciais. Os ensinos e processos a distância também podem se adequar a neuroeducação, uma vez que os alunos possuem mais liberdade nessa modalidade de ensino.

Conclusão

A neuroeducação tem conquistado espaço, cada vez mais, contínuo nos estudos sobre aprendizagem. É uma nova tendência na educação, o que leva muitos educadores, líderes e empresários a buscar conhecer seus conceitos e métodos para aplicarem em seus espaços de atuação.

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