As primeiras vacinas foram produzidas na Inglaterra no século 18 e, desde então, têm sido as grandes responsáveis por proteger a população de crises sanitárias. Contudo, o processo de vacinação sempre ocorreu cercado de controvérsias, como estudado no famoso episódio da Revolta da Vacina, no Brasil do início do século 20.

Na ocasião, circulavam o que chamamos de fake news sobre a presença de veneno nas vacinas, o que é justificado pela falta de informações sobre o processo. Na época, muitas pessoas, por medo, deixaram de tomar a vacina contra a varíola e faleceram por isso.

Com a morte de mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, a situação com a Covid-19 também é preocupante. Ainda que informações acerca da eficácia da vacina sejam de fácil acesso, muitas notícias falsas e teorias conspiratórias são divulgadas a esmo por aí.

Para garantir a redução do número de casos e óbitos, por isso, é fundamental lutar contra a desinformação e conscientizar sobre a importância da vacinação. Acompanhe a leitura e confira os principais mitos e verdades sobre a vacina contra a covid-19.

Mitos e verdades sobre a vacina da covid-19

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, têm surgido fake news a contrariar as recomendações médicas e a questionar as estatísticas oficiais sobre a doença. No Brasil, cujo Programa Nacional de Imunização já foi referência mundial, esses conflitos têm levado a recordes diários no número de óbitos.

Para diminuir as estatísticas de mortes, precisamos explicar algumas falsas noções acerca da imunização. Confira, agora, os principais mitos e verdades sobre a vacina contra a covid-19.

Vacinas foram produzidas com pressa e, por isso, não são confiáveis

Mito. Embora pesquisadores produziram as vacinas contra o novo coronavírus em tempo recorde, isso não diz nada sobre sua eficácia. Na verdade, esse rápido desenvolvimento é explicado de modo fácil.

Apesar de ser um novo vírus, o SARS-CoV-2 faz parte da família dos coronavírus, que abrange outros agentes patogênicos já conhecidos, como os vírus que provocam a SARS. Tais organismos já eram estudados há algum tempo pela comunidade científica, assim, a produção da vacina contra a covid-19 já tinha um ponto de partida.

Além disso, outra questão importante é saber que as vacinas não são lucrativas para as farmacêuticas. Por isso, a produção costuma ser lenta. Contudo, por apresentar uma taxa alta de transmissão, o coronavírus se espalhou de modo rápido, provocando uma crise a nível mundial, o que mobilizou a comunidade científica e os governos do mundo inteiro.

As vacinas podem causar reações alérgicas

Verdade. Reações alérgicas são um risco presente em todas as vacinas, mas os casos em que ocorrem são bem raros. Tais efeitos colaterais acontecem, via de regra, quando as pessoas têm alergia a algum dos componentes utilizados na vacina.

No entanto, uma das grandes vantagens das vacinas contra o novo coronavírus é que elas não utilizam conservantes com potenciais alérgicos em sua produção. Por isso, não há registros de ocorrência de alergias graves no Brasil – e mesmo que aconteça, tais efeitos colaterais são tratáveis e não levam riscos à saúde a longo prazo. Contudo, médicos recomendam que a imunização seja adiada caso a pessoa esteja com algum sintoma da covid-19.

A vacina mudará seu DNA

Mito. Essa teoria que parece ter saído de livros de ficção já chegou a afirmar que a vacina provocaria o início da extinção humana e a criação de uma nova espécie. Contudo, nenhuma droga tem o poder de alterar o DNA, pois seria necessário inserir o material genético dentro do genoma humano, o que não acontece.

As fake news, de modo aparente, começaram em meados de 2020, quando algumas pessoas passaram a indagar sobre o uso de RNA mensageiro (mRNA) na produção da Pfizer.

Entretanto, pesquisadores estudam técnicas de produção de vacinas com mRNA, há mais de três décadas, e elas não apresentam riscos. Seu funcionamento é o mesmo que o de outras vacinas, em que ela instrui o corpo a produzir uma proteína encontrada no vírus. Então, o sistema imunológico produz os anticorpos contra o patógeno.

Não houve controle de qualidade

Mito. Muitas pessoas dizem que a produção da vacina pulou algumas etapas de controle de qualidade para diminuir seu tempo. Contudo, há inúmeros órgãos de regulação ao redor do mundo para garantir a segurança desses imunizantes.

Seguem as etapas do teste que uma vacina precisa para aprovação e distribuição no Brasil, conforme Instituto Butantã. Confira.

  • Prova de conceito: refere-se à verificação dos efeitos da vacina sobre certa doença;
  • Pré-clínico em animais: verificam-se os efeitos na prática por meio de testes em animais acompanhado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autoriza o início dos estudos clínicos em humanos;
  • Estudos Clínicos:

I: na primeira fase, a segurança da vacina é posta em cheque, considerando todas as reações que o medicamento pode causar;

II: a segunda fase estabelece a imunogenicidade do produto, isto é, a capacidade de estimular uma resposta imune no organismo;

III: o grupo testado é maior e tem como objetivo verificar a eficácia da vacina;

IV: refere-se à obtenção do registro sanitário, e depende da aprovação da Anvisa. Só então, ela pode ser distribuída.

As vacinas podem causar outras doenças

Mito. As fake news mais difundidas sobre a vacina são as que possuem menos ou nenhum embasamento científico. Uma que ganhou amplo destaque é a de que a vacina possui um chip que provoca doenças, como o câncer.

Essa teoria é, no mínimo, contraditória. Afinal, se o tempo de produção da vacina foi posto em questão, um imunizador com chip levaria ainda mais tempo. Além dessa ficção, a Aids é outra doença associada à imunização contra o coronavírus, em especial a de Oxford e a Sputnik, da Rússia.

Nesse caso, as falsas informações divulgam que a vacina está contaminada com o vírus HIV. Esse boato decorre do fato de nelas serem utilizadas o adenovírus, agente infeccioso, utilizado em pesquisas para a criação de uma vacina contra o HIV. Contudo, isso não quer dizer nada – e especialistas já relataram que não há sinais do vírus da Aids nas vacinas contra o novo coronavírus.

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