O funcionário acredita que para ser imprescindível e ter liderança, ele precisa alcançar a realização pessoal, financeira e social. Isso significa ser independente, contribuir para a solução de problemas e atingir metas.

A maior parte dos funcionários quer sentir que seus esforços são reconhecidos. E, assim, que seu trabalho contribui intrinsecamente para o sucesso do lugar em que trabalha.

A característica mais admirada a se ter de um líder é a inspiração de respeito e confiança. Quando esta inspiração é substituída por exigência de respeito e confiança, as coisas podem ficar mais difíceis para toda a linha de comando deste líder.

As pessoas se comprometem mais quando se sentem parte de uma equipe em que sua colaboração é tida como importante. Se este indivíduo puder sentir que é reconhecido, compreendido e considerado profissionalmente, o comprometimento, a concentração e os resultados só tendem a crescer.

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Desenvolvimento de liderança

Para que se criem condições ideais de desenvolvimento de liderança é preciso que o aspirante a líder observe algumas características comportamentais, tais como: comunicação franca e aberta, potencialização dos demais membros submetidos à liderança (chamados de colaboradores). Assim como, o desenvolvimento pessoal e profissional desses colaboradores, a demonstração do reconhecimento do valor da colaboração de cada membro, a liderança com imparcialidade e ética, além da promoção do bem-estar no local de trabalho.

Um dos grandes preconizadores do estudo da teoria da administração, Henry Fayol, afirmava que as funções administrativas são: planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Com a evolução do estudo da Administração, essas funções foram aglutinadas na Direção.

A função de direção implica nas atividades de tomada de decisão, comunicação com o subordinado (ou colaborador), superiores e pares. Além disso, há a motivação e o desenvolvimento de pessoal na função diretiva.

Não é novidade que a ideia clássica de repartição pública, em que era possível ver desânimo, falta de compromisso, desorganização, desmotivação e tédio mudaram. O serviço público, administrativamente, tende a utilizar cada vez mais características de administração do setor privado para manter os funcionários motivados. Principalmente no que tange à liderança.

Nas empresas a liderança pode se dar de duas maneiras:


1ª – Liderança decorrente de uma função: cargo com atribuição de tomada de decisão.
2ª – Liderança como uma qualidade pessoal: conjunto de atributos e atitudes que tornam o indivíduo um líder.

Existem as chamadas teorias da liderança, que podem ser classificadas em três grupos:

1º – Teoria dos Traços de personalidade

Esta teoria, embora já ultrapassada, deixou marcas no ramo. O líder deveria possuir características marcantes de personalidade que o tornassem apto a exercer tal função.

Tais características são: habilidade de interpretar objetivos e missões, facilidade em solucionar problemas e conflitos, supervisionar e orientar pessoas com facilidade. Assim como, facilidade em estabelecer prioridades e planejar atividades em grupo.

2º Teoria dos Estilos de Liderança

Há três vertentes importantes para esta teoria: autocrática, democrática e liberal. Na Liderança Autocrática apenas o líder fixa diretrizes sem qualquer participação do grupo.

O líder determina qual a tarefa que cada um deve executar e com qual companheiro de trabalho. Determina providências e as técnicas ideais para executar as pendências na medida em que há necessidade, de forma imprevisível ao grupo.

Na Liderança Democrática, as diretrizes são debatidas em grupo e o líder funciona como estimulador e espectador. O próprio grupo expõe quais decisões e caminhos devem ser tomados para que se atinja o objetivo de determinada tarefa.

Assim, o líder pode sugerir algumas alternativas a serem escolhidas pelo grupo. A divisão de tarefas fica a critério do próprio grupo e cada indivíduo integrante pode escolher os colegas de trabalho que o acompanharão.

Já na liderança Liberal, há liberdade total para decisões em grupo ou individuais. Há absoluta falta de participação do líder e as decisões são todas tomadas pelo grupo.

3º- Teoria Situacional da Liderança

Nesta teoria, o líder pode assumir diferentes padrões de liderança para cada membro da equipe e de acordo com a situação. É a Liderança situacional.

Liderança na administração pública

Como visto, são várias as teorias que buscam definir qual a melhor forma de se liderar um grupo. Mas, como adaptar todos esses estudos a uma seara que diferente de uma empresa não busca lucro?

Motivar-se com um trabalho que, em geral, demanda muita burocracia e lentidão é complicado. Era preciso alterar o processo tradicional da administração pública, de modo a torná-la eficaz para o cidadão. Serviços públicos bem prestados fortalecem a instituição e a sensação de bem-estar social.

Tornou-se inegável a necessidade de modernizar o estado. Este novo modelo definiu novas práticas de administração e liderança no setor público. Surgiu no Reino Unido na década de 1970, foi adotado nos Estados Unidos, nos anos 80, espalhando-se, na década seguinte, pela América Latina.

A nova gestão pública

Chamado de modelo gerencial, a nova gestão pública tem alguns objetivos bem definidos como: diminuição de níveis de hierarquia, valorização e aumento de autonomia dos funcionários e descentralização administrativa. Tudo isso com foco nos resultados e no consumidor final de um determinado serviço, administração por objetivos, etc.

O objetivo precípuo é promover a redução da máquina administrativa pública. Aumentando, desse modo, sua eficiência e orientando a finalidade de todo serviço para o cidadão.

A característica mais marcante de alguns líderes na administração pública direta ou indireta é a administração por exceção. Nela, os líderes costumam observar de padrões e tomam atitudes corretivas por meio do chamado Poder Hierárquico (poder administrativo) ou, intervindo, apenas, quando o padrão de serviço almejado não for entregue.

A nova liderança no setor público deve almejar superar a administração burocrática sem, contudo, deixar de observar algumas ideias importantes da burocracia. O modelo gerencial deve focar-se, primordialmente, em resultados e no cidadão.

Accountability

O novo líder deve ter em mente ideais de enxugamento da máquina, descentralização administrativa, aumento de eficiência e eficácia no serviço. Assim como, deve ter em mente o chamado accountability, que significa o conjunto de mecanismos e procedimentos que induzem os dirigentes governamentais a prestar contas dos resultados de suas ações à sociedade, garantindo-se o maior nível de transparência e exposição das políticas públicas.

Em suma, pode-se dizer que o líder do setor público deve se basear em valores cultivados por líderes do setor privado. Entender que a gestão da coisa pública no dia a dia, consiste em manter o nível de conforto e companheirismo de seus subordinados. Ser firme, mas com justiça. Responsabilizar o mal profissional sem ferir a dignidade e, assim, extrair o melhor de sua equipe para ter o melhor resultado.

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