A pandemia de covid-19, interferiu em muitos setores da sociedade. Os riscos à saúde, que o contato social passou a oferecer, foram fatores determinantes para impedir muitas atividades cotidianas. Um exemplo disso é o calendário acadêmico e as aulas presenciais.

No primeiro momento, o ano acadêmico ficou bastante prejudicado. Afinal todas as faculdades, públicas ou privadas, tiveram que suspender seu ano letivo ou se reinventar e adaptar seu método de ensino ao modo remoto.

Para o próximo ano, esperam-se algumas mudanças nesse cenário. Por isso, neste artigo, vamos discutir as expectativas do ano acadêmico para 2021.

Primeiro semestre em regime remoto

Apesar das movimentações acerca da vacinação em alguns setores da sociedade, isso não se dá de modo geral e coletivamente organizado. O esperado, desse modo, então, é que neste primeiro semestre, ou pelo menos parte dele, as aulas ainda funcionem a distância, ou, em algumas instituições, em sistema híbrido, ou seja, parte da turma com aulas presenciais, parte em modo remoto.

Tudo isso porque numa operacionalização da vacinação há diversas etapas em jogo e que devem ser bem delineadas para que o processo seja, de fato, eficaz. Acordos de intenção de compras devem ser firmados. Há ainda a questão da logística, do transporte, do armazenamento e da distribuição em massa.

Além disso, deve-se pensar em tudo o que se envolve nesse processo de vacinação, como divisão da população para a tomada da vacina e, até mesmo, a instrumentalização de material, como seringas, e de equipes para dar conta do processo. Portanto, demorará alguns meses para que parte significativa da população seja vacinada.

Ainda por cima, vale lembrar que as aulas presenciais estão suspensas com caráter discricionário, o que significa que a administração deve ponderar a decisão sobre as aulas presenciais, juntamente, com o corpo discente, pautada na conveniência e na oportunidade que se apresenta. E como os números de casos de covid-19 não têm diminuído, muito pelo contrário, nosso país tem sofrido aumento considerável de casos e mortes pela doença nos últimos meses, a ponderação visa o não retorno até que a situação esteja estável.

Vacinação e sala de aula

Pensando na segurança dos profissionais da educação e de todo o corpo discente, fica mantido então as aulas remotas até que a vacina seja amplamente distribuída. É importante ressaltar também que os professores do ensino básico ao superior estão na lista de grupos prioritários para receber a imunização.

Entretanto, não se pode confirmar, de fato, essa efetivação de prioridade aos grupos de professores do ensino básico. As políticas acerca desse assunto estão instáveis e sofrem mudanças recorrentes.

Sendo assim, para definir de fato o rumo que o ensino acadêmico irá tomar no próximo ano é necessário aguardar pelos resultados da vacinação.

Segundo semestre letivo

Apesar das incertezas, e esse é um grande apesar, há expectativa de que o segundo semestre letivo volte a ser em regime presencial. Todos estão ansiosos por esse momento, já que a pandemia tomou proporções impensáveis em todo o mundo e, no Brasil, já dura quase um ano.

Outros países do mundo, como alguns europeus e asiáticos, tiveram um ótimo controle inicial da propagação da doença e tudo indicava que eles não seriam tão afetados assim, devido a políticas rigorosas adotadas.

Entretanto, depois de saírem da quarentena, mesmo que de forma gradual, muitos deles tiveram que voltar para o regime restrito depois de algum tempo. Por isso, para as pessoas de todas as nacionalidades e não apenas de países menos favorecidos, como o Brasil, a vacina é símbolo de esperança.

Isso quer dizer que há uma mobilização planetária, exceto em nosso país, para que, no máximo, até o segundo semestre de 2021 toda a situação de crise sanitária esteja controlada. Assim todos poderão voltar as suas atividades rotineiras, inclusive com as aulas presenciais.

O retorno das aulas acadêmicas presenciais

Ainda não há nenhuma certeza sobre como isso irá ocorrer. Como as pessoas não serão vacinadas de modo simultâneo, a previsão é de que algumas, por exemplo, só recebam sua dose da vacina em 2022. Isso leva a crer que não serão todos os alunos que estarão imunizados.

Desse modo, a expectativa do retorno as aulas presenciais no segundo semestre de 2021 parece ser um pouco improvável. Pelo menos de que as aulas presenciais voltem 100% como eram antes da pandemia. Muito cuidado é necessário.

Além dos cuidados básicos com higiene pessoal, entra em discussão também quais serão as medidas coletivas que as instituições de ensino irão tomar para proteger os trabalhadores e os alunos. Assunto da mais extrema importância.

Sistema híbrido

Uma hipótese levantada desde o início é justamente o sistema híbrido, ou seja, a retomada das aulas por meio de um sistema de rodízio e/ou limitação de área de circulação. Esse primeiro método diz respeito a um revezamento de alunos em sala. Por exemplo, metade da turma vai um dia e a outra metade em outro, certa turma só utiliza certo andar e determinada escada e assim por diante.

Esse método adotado em várias escolas europeias e asiáticas determinou para cada turma uma área de circulação específica. Isso aconteceu com algumas escolas de ensino básico de São Paulo.

Ainda são apenas especulações e possibilidades. Tudo vai depender do andamento do primeiro semestre de 2021 e do processo de vacinação.

Atividades extra acadêmicas

As atividades desenvolvidas em uma instituição de ensino superior vão além da frequência das aulas em si. Os graduandos, por exemplo, dependem de estágios para o desenvolvimento profissional. E, em alguns casos, como as licenciaturas, o estágio é obrigatório para que eles se formem.

Sendo assim, esses alunos ficam duplamente prejudicados, já que as escolas de ensino básico também estão em regime remoto. Entretanto, não só essa área foi prejudicada. As contratações de diversos setores diminuíram devido à crise financeira desse período.

Além disso, outras atividades, como intercâmbio acadêmico, também saíram prejudicadas, já que alguns países só começaram a abrir suas fronteiras nos últimos meses de 2020. A expectativa é de que os intercâmbios voltem a funcionar na medida com que a vacinação for difundida.

Calendário acadêmico

As universidades públicas saíram mais prejudicadas quanto ao calendário de aulas do que as universidades privadas. Para algumas delas, houve um estabelecimento moroso de políticas do ensino remoto. Para outras, nem houve regime remoto. Somente a suspensão das aulas.

Por isso, não se espera grandes mudanças ainda nas universidades públicas. A distribuição dos semestres continua a mesma. A essa altura todas já devem ter divulgado o calendário para o primeiro semestre.

Em geral, 2021 será um ano de transição. Teremos que nos reinventar para retomarmos as atividades acadêmicas da forma mais segura e satisfatória possível. Por isso, precisamos começar pela cobrança da vacina.

Apesar disso, o cenário é extremamente favorável para as instituições de ensino superior, que deve ser uma opção bem viável, por meio dos sistemas remoto e híbrido. Ainda mais com as políticas acerca do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e das universidades públicas em turbulência.

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