O Dia Mundial da Não-Violência e Cultura de Paz é comemorado em 30 de janeiro. A data é crucial em um mundo tão violento

Você sabe o porquê da escolha dessa data e a real importância de existir manifestos de paz?

Neste artigo conheça a motivação da criação dessa data e entenda a necessidade da existência da consciência de paz na população mundial.

Dia Mundial da Não-Violência e Cultura de Paz

A escolha da data para a fixação do Dia Mundial da Não Violência ocorreu por conta do dia da morte de um dos mais importantes líderes pacifistas que o mundo conheceu, Mahatma Gandhi.

Mahatma Gandhi era um advogado que foi líder pacifista indiano que defendia a justiça e os direitos humanos. Ele se formou em Direito na Inglaterra e trabalhou na África do Sul, onde os protestos contra racismo iniciaram.

Após anos de luta na África do Sul e de conseguir melhorias ao povo indiano que vivia ali, Gandhi voltou à Índia. Ali, ele começou a lutar pela independência de seu país de origem.

Gandhi tinha como principal foco o protesto pacífico, sem violência. Para isso, organizava demonstrações de resistências e desobediência civil, em vez de violência e guerras.

A história e a vida de Gandhi são de grande importância, pois serviu como influência para vários movimentos pacíficos ao longo do século passado, bem como ainda é inspiração e exemplo para muitos movimentos atuais.

A instituição da data pela paz

Porém, no dia 30 de janeiro de 1948, Mahatma Gandhi foi assassinado a tiros desferidos por Nathuram Godse, em Nova Déli. A motivação seria o enfraquecimento que os movimentos liderados pelo pacifista, em prol do pagamento de dívidas ao Paquistão, teriam causado ao governo.

Assim, desde 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) postulou a data como o dia Mundial da Não-Violência e da Cultura de Paz. Sendo, então, uma homenagem ao pacifista e uma forma de promover educação para que os povos tenham paz, solidariedade, respeito pelos direitos humanos e que busquem a mediação de conflitos.

Além do dia Mundial da Não-Violência, surgiu um manifesto pela cultura de paz que foi escrito por pessoas que ganharam o Prêmio Nobel da Paz. O manifesto tem o nome de Manifesto 2000: Por Uma Cultura de Paz e Não Violência.

A intenção é dissipar um senso de responsabilidade às nações e firmar a visão de que a cultura da paz inicia em nível pessoal.

Dentro do manifesto, há a ressalva de que a responsabilidade pelo combate à violência e dissipação da paz é de cada indivíduo. Colocar em prática essa cultura significa se responsabilizar por suas atitudes.

E aí está a grande importância de ter um dia internacional de combate à violência, para que todos se conscientizem que os valores humanos precisam ser postos sobre qualquer outra coisa, bem como que todos têm responsabilidade nisso.

Assim, o manifesto convida a todas as pessoas para que façam um comprometimento pessoal para que o futuro da humanidade seja de paz.

Para tanto, esse comprometimento é exercido em diversos setores da vida individual e cotidiana. O trabalho, a família, o país, a região e a comunidade em que cada ser humano está inserido, por exemplo, são os setores mais importantes.

Ações para a cultura da paz

Entre as ações propostas para que a Cultura da Paz seja implementada e consolidada, estão:

  • Respeito à vida e a dignidade humana, sem preconceitos ou discriminação;
  • Prática da não violência ativa, com rejeição da violência em todos os seus meios, sexual, físico e psicológico, bem como social e econômico;
  • Compartilhamento de recursos materiais e de tempo para formar um espírito de generosidade pelo fim da opressão, injustiça e exclusão econômica e política;
  • Defesa da diversidade cultural, assim como da liberdade de expressão, sempre buscando o diálogo em vez do fanatismo, rejeição ou difamação;
  • Promoção de um modo de consumo responsável e com práticas de desenvolvimentos que consigam respeitar a todas as formas de vida, com preservação do planeta e da natureza como um todo.
  • Contribuição para que a comunidade a qual o indivíduo está inserido se desenvolva, com participações igualitárias às mulheres e respeitando sempre os princípios democráticos para a construção de novas maneiras de solidariedade.

Os oito pilares

Além disso que já foi exposto, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) elencou oito pilares para a promoção da cultura de paz. Os pilares são:

  • Educação para a criação da cultura de paz;
  • Solidariedade e Tolerância;
  • Participação democrática;
  • Fluxo de informações;
  • Desarmamento;
  • Direitos humanos;
  • Desenvolvimento sustentável;
  • Igualdade de gênero.

Esses pilares são fundamentais, assim como o manifesto, pois a violência, de forma geral, possui relação com essas questões.

Fatores da cultura de violência

Violências ocorrem por desigualdade de gênero, falta de solidariedade e tolerância, bem como armamento, desenvolvimento econômico não sustentável. E, obviamente, muitos outros motivos.

Com isso, ter um dia em que se homenageia um grande líder pacifista e que diz da criação de uma cultura pacifista é essencial. Além disso, a data traz a importância da ação prática de cada ser humano.

É uma forma de voltar a atenção de grandes populações aos problemas sociais e questões que são de responsabilidade de todos, e não somente de um ou de outro.

Assim, todos os anos os países ao redor do mundo voltam sua atenção ao dia 30 de janeiro, com debates sobre o tema e disseminação da consciência da paz às populações.

No entanto, é preciso o acolher dos pilares e das ações propostas, em todos os dias do ano. E para que a criação dessa cultura seja possível, datas como o Dia Mundial da Não-Violência são indispensáveis.

Se você quer fazer parte da criação da cultura da paz e celebrar o dia 30 de janeiro de forma consciente, faça suas escolhas conforme a ela e pratique ações condizentes no dia a dia.

Além disso, investir em educação é sempre uma das saídas para conseguir implementar o diálogo e a paz. Por isso, conheça nossos cursos em nosso site e comece agora mesmo a aperfeiçoar sua educação e a contribuir para a cultura de paz!

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