Para a maioria das pessoas que busca por uma graduação ou outro nível de aprimoramento, no modo presencial ou no ensino a distância (EAD), o principal objetivo é encontrar um emprego. De modo geral, o intuito é melhorar suas chances no mercado de trabalho.

Assim, esse objetivo, inclusive, não é o foco apenas de estudantes que realizam cursos presenciais. Mas, também de todos aqueles que optam por aprender de forma online, por meio do EAD.

O EAD, aliás, está em constante avanço, conforme divulgação, no último mês. Os dados são do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). Em sua 10ª edição, o Mapa do Ensino Superior no Brasil mostra que o EAD cresceu cerca de 145% nos últimos 10 anos.

Esse aumento elevado no número de estudantes se deve, principalmente, pela necessidade de encontrar maneiras mais baratas e oportunos de obter um diploma. Junto a isso, há as novas tecnologias que permitem, de fato, que as pessoas se comuniquem de forma remota. Como é o caso do Skype e do Google Hangouts, por exemplo. Aplicativos que atraem um número grande de estudantes que querem aprender de forma online.

Dessa forma, pautados nos dados da Semesp, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), em parceria com a Educa Insights, também pesquisaram o assunto. Conforme os pesquisadores, até 2022, é esperado que o número de estudantes do EAD seja maior que o do ensino presencial.

Mas, afinal, como é a empregabilidade de quem opta por concluir seus estudos de forma online, pelo EAD? Para descobrir, é só continuar lendo esse artigo.

Como o mercado de trabalho enxerga os estudantes formados no EAD?

Uma graduação ou especialização a distância não é diferente de uma presencial quando o assunto é o diploma. O que isso significa? Que não importa se o curso foi realizado em um campus ou de forma online, ambos possuem o mesmo valor legal.

Desse modo, trata-se do amparo legal pela portaria que regula o Decreto nº 9057, de 25 de maio de 2017. Assim, o Ministério da Educação (MEC) amplia o ensino a distância nas universidades e faculdades e garante a qualidade desse modo educacional.

Quanto à colocação dos estudantes do ensino a distância, é preciso afirmar que boa parte do mercado visa mais o saber do que o método de ensino escolhido pelo trabalhador. Abaixo, citamos os cursos EAD com maior taxa de empregabilidade atual:

– Engenharia Civil: 95,72%;

– Matemática: 94,39%;

– Engenharia Mecânica: 94,36%;

– Farmácia: 94,30%;

– Licenciatura e Pedagogia (Educação e Formação de Professores): 94,13%;

– Análise de Sistemas, Gestão de Sistemas de Informação: 93,92%;

– Ciências Contábeis: 93,87%;

– Administração e Secretariado: 93,78%;

– Letras: 93,66%;

– Engenharia Ambiental: 93,87%.

Como é possível notar nos dados acima, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a capacidade que a pessoa tem para conseguir e manter um emprego não está associada a uma área específica. Nem a um nicho de mercado. O estudo mostra que existe lugar para os profissionais formados pelo EAD. E a demanda do mercado, de forma geral, é o que influencia a taxa.

O que determina a capacidade que a pessoa tem para conquistar e manter um emprego?

Conforme Portarias Federais, é visível que quem se forma em um curso EAD possui a mesma vantagem em termos de concorrência que um estudante do ensino presencial. Não devendo, assim, ser afetado em processos seletivos.

No entanto, o que pode influenciar na hora de conseguir um lugar no mercado de trabalho são questões, como:

– Empregos disponíveis em determinadas regiões;

– Demanda por certos profissionais;

– Desempenho na entrevista;

– Nível de conhecimento da área (que não tem relação com o modo de formação).

O que as empresas buscam?

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) apresentou o documento Caminhos da Empregabilidade EAD. De acordo com relatório, a falta de mão de obra qualificada e a dificuldade do empregador em encontrar funcionários que se encaixem nos critérios dos contratos fez com que as exigências dentro das organizações mudassem bastante.

Anteriormente, para o patrão, o que importava era o diploma e as necessidades da empresa postas em primeiro lugar pelo candidato. Hoje, o mercado se mostra mais moderno e apto para reter tais profissionais por meio da valorização de seus serviços.

As principais competências exigidas atualmente e que não diferem estudantes EAD de presenciais, são:

– Conhecimento técnico;

– Capacidade de liderar pessoas;

– Inteligência emocional;

– Persuasão;

– Conhecimento de recursos tecnológicos;

– Empreendedorismo;

– Reciclagem.

Também são muito estimados traços como: pensamento analítico, objetividade, persuasão, criatividade, aprendizagem, resolução de problemas, organização e visão sistêmica. Questões que não são nenhum desafio para quem conclui um curso EAD. A tarefa, por exemplo, de realizar os estudos, gerir suas atividades e seu próprio tempo, capacita o indivíduo em pontos como esses.

Por que as empresas valorizam a formação EAD?

Como citado, o EAD deverá crescer de forma exponencial, ano após ano. Tornando-se, assim, o principal meio de estudo dos brasileiros que desejam realizar uma graduação ou especialização até 2022.

O CIEE apresentou alguns pontos importantes sobre as oportunidades do EAD. Embora o ensino a distância seja equivalente ao modo presencial, as empresas têm apontado preferência para o contrato de quem estuda online.

Assim, quando tais empresas pensam em contratar, o que elas enxergam em candidatos formados no EAD é:

– Responsabilidade, organização, bem como comprometimento;

– Valorização das tarefas a serem cumpridas;

– Confiança na sua própria capacidade;

– Gerenciamento de tempo;

– Autoavaliação constante;

– Capacidade de descobrir formas de superar as dificuldades atuais.

O EAD abre portas para quem já está no mercado de trabalho

Além disso, o EAD é uma ótima opção para os estudantes que procuram uma chance no mercado, para quem visa melhorar na área em que atua. E os donos das empresas sabem disso.

Por esse motivo, muitas empresas, de fato, estimulam, seus funcionários a se formarem por meio do ensino a distância. Este é um método que, com efeito, pode ajudar o indivíduo a se manter no cargo. Além disso, estudar de forma rápida e eficaz pode ajudar que a pessoa assuma outras funções.

Quer dizer, cada vez mais as empresas fornecem chances para que seus funcionários subam de cargo por meio de especializações. O que, além de ser bom para o empregado, é bom para os empregadores. Visto que estes economizam em acordos de trabalho e retêm seus melhores talentos, valorizando seus serviços.

Em suma, a educação online chegou para ficar. Ela, por certo, tem se mostrado como uma chance singular de melhorar profissionais, mudando o modo como se aprende e obtêm conhecimentos.

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Categorias: Educação

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