Todos nós, independente do motivo, somos acometidos por um certa ansiedade.  Sem ela, nem sobreviveríamos. Vez ou outra, ela pode variar como que em grau. Seja por causa de uma prova da faculdade, de um encontro ou de uma entrevista de emprego. Cenários comuns que evocam um certo nervosismo em muitas pessoas.

Nesses momentos, as mãos suam, o coração palpita mais rápido e um “nó” se faz no estômago. Porém, muitas vezes, coisas consideradas muito pequenas, até mesmo corriqueiras, podem acabar gerando uma alta de ansiedade, mas de forma descabida.

O ponto principal é: a ansiedade se manifesta de maneiras diferentes em cada pessoa. E quando se diz “maneiras diferentes”, não se fala apenas das reações físicas e psicológicas, mas também das questões que desencadeiam essas reações.

Logo, é justo dizer que a ansiedade possui diferentes faces. Algumas mais comuns e conhecidas, outras muito específicas e únicas.

Caso você, como milhares de pessoas, já tenha passado por situações como essas, continue com a gente até o final do artigo. Com isso, conheça as mais diversas roupagens da ansiedade no corpo humano ante o desconhecido.

Dois lados da mesma moeda: o comum e o sinal de alerta

Mas, afinal, quando a ansiedade pode ser considerada “normal”? E quando ela pode significar que algo está realmente errado?

Segundo um artigo chamado “The many faces of anxiety-neurobiological correlates of anxiety phenotypes” (As muitas faces dos correlatos neurobiológicos de ansiedade dos fenótipos de ansiedade- em tradução livre), a ansiedade é um conceito bastante abrangente. O artigo foi publicado por pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Para os autores, existe uma certa associação entre:

  • Sintomas somáticos, ou seja, tontura, palpitação e falta de ar;
  • Elementos cognitivos e emocionais, ou seja, crenças de catástrofe, ausência de afeto, medo e preocupação;
  • Fatores comportamentais, como o ato de evitar uma determinada situação, por exemplo.

A partir dessa visão mais abrangente, é possível diferenciar os níveis de ansiedade, como faremos a seguir.

Quando o corpo reage de forma natural

Embora sejam identificados como resultados da ansiedade, alguns sentimentos são comuns nos seres humanos, se manifestando principalmente em situações de estresse. Nesses momentos, o corpo tenta comunicar ao sujeito que algo não está bem.

O corpo, então, volta ao seu estado original após a situação estar resolvida. Um corpo pode responder a esses “estímulos” de várias maneiras, mas, geralmente, nenhuma delas dura muito tempo ou causa danos posteriores.

Quando a ansiedade dá um passo à frente

Quando as situações do cotidiano começam a despertar diferentes reações do corpo, pode ser sinal de que a ansiedade avançou um nível na direção de se tornar um problema. Mas, o que pode despertar esses sentimentos? Alguns diriam que cenários banais, como uma nota ruim em uma prova ou se perder em um lugar desconhecido. Mas esses exemplo já são um reflexo de algo que que o sujeito ainda não tem compreensão.

Os principais sintomas da ansiedade são:

  • Irritabilidade;
  • Suor excessivo;
  • Inquietação;
  • Sensação de alerta.

Ao mesmo tempo, é normal que o indivíduo desenvolva habilidades úteis para serem utilizadas pontualmente, como:

  • Criatividade;
  • Resiliência.

A ansiedade, que é comum a todos os seres humanos, costuma causar motivação, ou seja, ajuda na criação de soluções. Um bom exemplo é errar o caminho para um evento importante. A ansiedade pode fazer com que a pessoa foque em encontrar um lugar onde possa receber informações relevantes sobre o trajeto.

No momento em que ela conseguir se localizar novamente, a ansiedade desaparecerá da mesma maneira que surgiu. Resumidamente, essa é uma face da ansiedade que se revela de forma situacional, ou seja, somente quando necessária. E ela é completamente normal, sadia até.

Ansiedade moderada

Em níveis considerados normais, é muito provável que a ansiedade não desperte muitos sinais de alerta, indicando, assim, que algo pode estar errado ou se encaminhando para um grau mais preocupante. No entanto, quando uma situação de estresse se torna o ponto principal, fazendo com que a pessoa esqueça ou ignore compromissos e tarefas importantes, é preciso ficar atento.

Um bom exemplo pode ser o da pessoa que não possui a mania de roer as unhas ou arrancar fios de cabelo, mas, quando se encontra em uma situação que a deixa nervosa, sequer percebe que seu corpo responde dessas maneiras à forte tensão.

Nesses casos, é comum sentir:

  • Taquicardia;
  • Boca seca;
  • Suor excessivo por todo o corpo;
  • Ânsia de vômito;
  • Dores no estômago.

Entre os sentimentos e comportamentos externados, estão:

  • Fala rápida, mas clara, buscando que os outros compreendam o que ela precisa;
  • Movimentação exagerada de mãos e braços.

Quando a ansiedade cruza a linha e se torna algo com que se preocupar

Eis que, em um determinado momento, as dores de estômago se tornam frequentes. A pessoa dorme e acorda com um frio na barriga, uma forte preocupação ou uma vontade quase que incontrolável de se esconder dos problemas, sem sair de casa.

Uma apresentação na faculdade, que antes era apenas mais uma tarefa para obter nota, agora causa arrepios e acelera os batimentos, mesmo quando o assunto é dominado. Uma entrevista de emprego gera choro e tremores nas mãos. Cometer um erro, por menor que seja, se torna o pior dos pesadelos.

É nesse momento que todos os sintomas citados anteriormente se intensificam e outros ainda mais fortes surgem, como:

  • Dor no peito;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Tremores pelo corpo (sensação de frio);
  • Medo.

O medo e a ansiedade

Medo, aliás, é um dos principais sinais de que algo não está certo. Claro, o sentimento de temor é considerado normal nos seres humanos.

Nesse caso, o problema é quando ele surge em momentos aleatórios e sem motivos aparentes. Pensar na morte de um ente querido, enquanto faz uma prova ou imaginar um acidente com um amigo enquanto assiste um filme de comédia.

Obviamente, esses não são medos irreais, mas quando aparecem fora de contexto, provocando uma forte resposta do corpo. Eles podem gerar uma espécie de paralisia, impedindo que o indivíduo leve uma vida com bem estar.

Além disso, quando a ansiedade apresenta a sua face mais severa, ela freia a capacidade de concentração e de resolver problemas, por mais simples que eles sejam. Assim, a pessoa se encontra em um círculo vicioso, em que as emoções geram ansiedade e a ansiedade acentua as emoções.

No final das contas, a ansiedade se apresenta de forma muito particular para cada pessoa que a vivencia, mesmo quando seus sentimentos e reflexos emocionais e físicos demonstram semelhanças. O importante é compreender que breves preocupações ou nervosismos nem sempre são sinais de que algo está errado, mas a sua persistência não deve ser ignorada.

Se você sofre de ansiedade, procure ajuda especializada, um psicólogo e/ou psiquiatra. Saiba que há formas de tratamento para esse mal estar.

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