Um grande desafio para os professores é atuar na relação de ensino-aprendizagem compreendendo quais influencias o espaço escolar exercem no comportamento dos estudantes. Desse modo, a formação continuada de professores é uma necessidade para o desenvolvimento de competências essenciais aos profissionais da educação do século XXI.

A Educação sob uma perspectiva Sistêmica promove uma compreensão dos sistemas complexos advindos dos relacionamentos do indivíduo com sua família, com as organizações e na sociedade. A Educação Sistêmica é uma abordagem que contribui no aspecto do processo de ensino-aprendizagem, pois fundamenta nas leis sistêmicas de Bert Heling, que objetiva soluções relativas à escola, aluno e família. A educação exige um pensamento sistêmico lógico não linear, baseado em várias possibilidades de ensinar e aprender, considerando os alunos em suas competências cognitivas e socioemocionais.

Os aspectos do mundo moderno e as relações estabelecidas na evolução familiar se instauram nos espaços escolares e, os educadores, diante desse contexto, tornam-se responsáveis para um novo olhar da aprendizagem, baseando-se na nova exigência, considerar todos e cada um dos elementos em seu conjunto e em relação com o meio.

As dificuldades dos alunos não se referem somente aos aspectos cognitivos, mas emocionais, que atrapalham suas aprendizagens. São os vazios e repetições de comportamentos de seu sistema que podem interferir em seus desenvolvimentos. Logo, a abordagem sistêmica considera práticas pedagógicas que colaboram nas percepções das situações que os indivíduos estejam enfrentando e não tem consciência delas. Muitas vezes, um comportamento inadequado é causado por essas situações e não propriamente culpa da pessoa.

A Educação Sistêmica consisti na preparação dos docentes e profissionais da educação para diagnóstico e planejamento de ações pedagógicas por evidências, buscar soluções e tomadas de decisões para as causas raízes presentes nos espaços educacionais, colaborando na aprendizagem de qualidade.

A formação baseada nos princípios sistêmicos permite intervenções na Gestão escolar, no trabalho pedagógico e na aprendizagem dos alunos, gerando soluções de conflitos, especialmente, na relação professores e alunos em sala de aula da modernidade. A consciência dos efeitos dos laços familiares no processo de ensino e aprendizagem, traz o incentivo à responsabilidade entre os alunos e aos processos colaborativos. Logo, quando o professor afasta os alunos de sua origem familiar, para aprenderem sobre o convívio social, eles notam essa intencionalidade e a rejeitam.

A falta de intencionalidade deste laço familiar, muitas vezes, é responsável pelas dificuldades e fracassos na Educação Básica. Portanto, não é por falta de inteligência, mas por sentir um vazio ao se afastarem dos conhecimentos iniciais da família. Diferente disto, quando os professores entendem, aceitam e planejam situações vivenciadas, que envolvam os alunos em suas experiências familiares, observam os alunos mais participativos e com maiores possibilidades de aprender com qualidade. Ou seja, sempre há uma ligação entre família e escola.

Dra Elizabeth Lemes e Dra Maria Tereza de Godoy

Professora da Pós Graduação em Educação Sistêmica

Referências

Hellinger B. Ordens do amor: um guia para o trabalho com constelações familiares. São Paulo:Cultrix; 2003.

CARBONELL, J. Pedagogias do século XXI. 3. ed. Porto Alegre: Penso, 2016. 263 p

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Leonildo Marques Silva

Diretor Geral da Faculdade Sensu - Diretor de Comunicação e Marketing do Instituto Lato Sensu – Sócio Proprietário da ALTI Serviços em Tecnologia da Informação - Professor da Educação Básica na Rede Pública do Estado de Goiás Licenciado em Ciências Biológicas pela UFG. Especialista em Análise Ambiental e Geoprocessamento pela UFG. Especialista em Perícia Ambiental pela PUC/GO. É aluno especial do programa de pós-graduação stricto sensu em Educação, Linguagem e Tecnologia – IELT/UEG. É membro do grupo de pesquisa em Didática (DIDATKÉ) na Faculdade de Educação da UFG.